Muitas pessoas acreditam que as baratas poderiam sobreviver a uma bomba nuclear e á subsequente exposição á radiação, mas será que isso é realmente a verdade?

Um professor australiano e ganhador do prêmio nobel, Tilman Ruff, que estuda as consequências ambientais e de saúde de explosões nucleares, baseando-se nos bombardeiros atômicos de Hiroshima e Nagasaki, diz que ainda não viu nenhuma evidência documentada de que havia baratas pelos escombros. Segundo o professor, é notável nas imagens dos desastres citados, que havia muitas moscas envolta dos corpos mortos, o que nos levaria a crer que alguns insetos teriam sobrevivido, no entanto eles ainda teriam sido afetados, mesmo que pareçam mais resistentes que os humanos.

Em 2012, a série americana Mythbusters, testou a teoria quando expuseram baratas a materiais radiativos. E apesar de resistirem mais tempo do que os humanos, ainda assim morreram em níveis extremos de radiação. Porém há controvérsias, de acordo com Mark Elgar, professor australiano de Biociência, os testes realizados pela equipe do Mythbusters são incompletos, visto que eles só analisaram quantos dias as baratas sobreviveram após a exposição, ignorando a capacidade das baratas de produzirem ovos viáveis, garantindo a sobrevivência da espécie.

As baratas são onívoras, o que quer dizer que elas comem tudo que encontrarem, ou seja, restos do que é deixado por outros seres-vivos. Por um tempo as baratas poderão comer cadáveres e outros materiais em decomposição, mas se tudo o mais morrer, eventualmente não haverá comida, tornando-as incapazes de prosperar sem humanos e outros animais.

"A realidade é que muito pouco sobreviverá a uma grande catástrofe nuclear, então, a longo prazo, não importa se você é ou não uma barata", diz Elgar.

Explosões nucleares também são especialmente danosas porque substâncias radioativas podem se acumular no ambiente - em sistemas de água doce, no oceano e até na terra. Então, tudo aponta para a conclusão de que as baratas sobreviveriam apenas a mais tempos que nós.